Um tempo... e tempos

By Estudos do Fim

Um tempo, tempos e metade de um tempo

Quanto se equivale esse período profético?

 

Nas profecias a expressão "tempos" se equivale a "anos". (Dan. 11:13b)

E tem-se até uma expressão matemática: um tempo, tempos e metade de um tempo - que se traduz: 1 ano + 2 anos + meio ano, ou seja, 3 anos e meio.

Porquanto "tempos" (o plural de tempo) nessa expressão profética significa unicamente "2 anos" - assim, 3 anos e meio é seu único equivalente!

 

E, podemos constatar: geralmente, nas profecias, "tempos" é um período relativo de tempo.

Porque ao dizer-se de algo a cumprir-se por um tempo (um ano), isso não significa UNICAMENTE contar-se a exatos 365 dias; como se um ano só pudesse ser representado (contado) se seu ciclo fosse exato, ou completo; porquanto, faltando-se ou excedendo-se alguns dias ao período, certamente ele pode ser contado um ano.

E é o que vemos se ocorrer na contagem bíblica e profética; quando a Escritura define um acontecimento (ou profecia) ocorrido (ou a ocorrer-se) durante um tempo (um ano) ela não o faz baseado unicamente na sua representação exata de 365 dias (considerando, por exemplo, nosso calendário).


Porque "um tempo, tempos e metade de um tempo" e/ou "quarenta e dois meses" (que basicamente perfazem três anos e meio) representam nas profecias tanto 1260 dias (alguns dias a menos que o correto) quanto 1290 dias (alguns dias a mais que o correto): ambos períodos contados em dias (1260 dias e 1290 dias) são considerados pelas profecias como TRÊS ANOS E MEIO!

E, se olharmos o calendário Gregoriano (que adotamos) com seu ciclo anual completo em 365 dias; e anos bissextos inseridos de 4 em 4 anos (contendo 366 dias - um 1 dia extra) para se manter o equilíbrio; então, três anos e meio (ou metade de 7 anos) contabilizado também um dia extra (do ano bissexto) resultaria (os 3 anos e meio) na exata soma de 1278 dias.

Em suma, 1278 dias seria a representação exata para se contarem 3 anos e meio - no nosso calendário!

 

Porque 7 anos são: 7 X 365 dias totalizando 2555 dias; e, acrescentando-se 1 dia (extra) devido o ano bissexto (obrigatório num ciclo de 7 anos); então 7 anos somam-se 2556 dias; e, sua metade exata 1278 dias.

E o mais incrível: 1278 dias parece ser a base adotada p/ 3 anos e meio nas Escrituras Sagradas.

Assim, "um tempo, tempos e metade de um tempo" e/ou quarenta e dois meses (que se poderia representar-se exatamente por 1278 dias) correspondem nas PROFECIAS tanto a 1260 dias (pouco menos que 1278 dias) quanto 1290 dias (pouco mais que 1278 dias) conforme podemos constatar na seqüência.

 

 

Um tempo, tempos e metade de um tempo equivalendo-se a 1260 dias:

Em Apocalipse 12, o período de fuga da mulher ao deserto onde é sustentada por "um tempo, tempos e metade de um tempo" equivale-se a 1260 dias; esse período contém 18 dias a menos que 1278 dias (que no calendário gregoriano seriam 3 anos e meio exatos); observemos:

"E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias." (Apc. 12:6)

E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. (Apc. 12:14)

 

Então, no contexto de Apocalipse 12, "um tempo, tempos e metade de um tempo" está correspondido a 1260 dias. (Apc. 12:14 - Apc. 12:6)

 

 

Agora a mesma expressão profética -  equivalendo-se a 1290 dias:

Por exemplo, em Daniel 7 - a ponta pequena (o anticristo) profere palavras contra o Altíssimo e e faz guerra aos santos durante: "um tempo, tempos e metade de um tempo" (Dan. 7:25).

No Apocalipse - o mesmo anticristo profere grandes coisas e blasfêmias contra Deus, e recebe poder para continuar por "quarenta e dois meses". (Apc. 13:5)

Também no Apocalipse - o mesmo anticristo pisará a cidade santa por "quarenta e dois meses". (Apc. 11:2)

E, no livro de Daniel quando esse respectivo período (do controle e domínio absoluto do anticristo sobre o templo em Jerusalém) através da abominação desoladora - ao ser expressado em "dias contados" se equivale a 1290 dias:

Observemos:

"E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias." (Dan. 12:11) 

 

Ou seja: a abominação desoladora (que estabelece a Grande Tribulação no mundo) e determina o controle absoluto do anticristo sobre Jerusalém, sobre o templo, sobre o mundo e também sobre os santos.

Todas as respectivas passagens proféticas acima (tanto em Daniel quanto Apocalipse) referentes ao anticristo prevalecendo-se com a abominação desoladora no lugar santo (templo) gerando a Grande Tribulação - as expressões proféticas relativas a: "um tempo, tempos e metade de um tempo" e/ou "quarenta e dois meses" quando convertidas em dias (na própria Escritura e profecia) ele se corresponde a 1290 dias:

"E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias." (Daniel 12:11)

 

Em suma, aqui nestas passagens, 3 anos e meio corresponde-se a 1290 dias.

É a partir da abominação desoladora a ser estabelecida pelo anticristo, que o mesmo obterá poder para agir por 42 meses ou por um tempo, tempos e metade de um tempo; e ambos os períodos se equivalem a 1290 dias. (Dan. 12:11)

 

Assim, é no contexto profético da abominação desoladora que se dará o pisoteio à cidade santa. (Apc. 11:2b)

É também nesse mesmo contexto que o anticristo proferirá palavras e blasfêmias contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo. (Dan. 7:25)

E tais eventos não se ocorrerão senão por exatos 1290 dias. E são representados tanto em meses (42 meses), quanto em anos (um tempo, tempos e metade de um tempo). (Dan. 12:11)

Como também são expressados em números de dias: 1290 dias. (Dan. 12:11)

Vemos assim que há certa maleabilidade nos períodos proféticos expressados em anos (tempos) ou em meses (quarenta e dois meses) ou ainda em metade de uma semana de anos; sendo que, todos esses vêm representar 3 anos e meio; e, só mesmo quando a própria profecia define o acontecimento expressando-o em dias contados é que esse corresponderá ao período exato por ela definido: como por exemplo, a ressurreição de Cristo estabelecida a cumprir-se ao 3º dia de sua morte; ou ainda o dilúvio vindo sobre a terra durante 40 dias e 40 noites.
 

 

Profecias sobre o predomínio do anticristo estipulado em tempos (anos) e em meses:

"E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo." (Dan. 7:25)

"E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses." (Apc. 13:5)

E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. (Apc. 11:2) 

Os três períodos proféticos acima se referem a um mesmo período!

 

O predomínio do anticristo (c/ a abominação desoladora) estipulado em dias:

"E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias." (Dan. 12:11) 
 

Todos os períodos acima de predomínio do anticristo se referem a UM SÓ TEMPO: o tempo da apostasia.

E estão expressados (contados) de diversas formas: "em tempos", "em meses" e "em dias" - para a nossa completa absorção, segurança e compreensão!

E creio que o Senhor assim o faz para reforçar a mesma afirmação de forma diversificada para demonstrar-nos sua precisão, exatidão; e para nos demover de quaisquer dúvidas, não nos deixando confundidos. Amém!

 

 

 

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