a 70ª semana

By Estudos do Fim

Septuagésima Semana  -  últimos 7 anos dessa geração:

A 70ª Semana da profecia de Daniel 9, ao iniciar-se mediante uma aliança c/ muitos (por uma semana). Dan. 9:27

Aliança essa que certamente incluirá a edificação do Templo do Senhor no seu devido lugar em Jerusalém - deverá ocorrer um período similar àquele ocorrido durante o ministério público de Cristo nesse mundo quando, após seu batismo, enquanto Jesus manifestava-se como o Messias e Salvador do mundo, e Sumo Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque; também nesse ínterim, os sacerdotes levitas, filhos de Arão também exerciam seu sacerdócio conforme a lei (sem perda de valor), e Jerusalém era a cidade santa, e o Templo, lugar santíssimo. (Ez. 45:3b-4a)

Desta mesma forma também ocorre ao entrar em vigor a 70ª semana (da profecia); quando estarão em vigor no Templo em Jerusalém os sacrifícios diários conforme a lei (o holocausto contínuo) – pois assim o foi antes de Cristo, e durante o ministério de Cristo em pleno evangelho, quando Ele se manifestava c/ todo o poder, e graça, e amor e maravilhas feitas por Ele, quais nunca se houve nem se ouviu em todas as Eras. Amém!

 

- Por isso, Jerusalém (que em época de Cristo era a cidade santa e amada) passando a não mais o ser, após a crucificação; tornar-se-á novamente santa, ao entrar em vigor à 70ª semana a cumprir-se em seu devido tempo; a qual pela profecia santifica Jerusalém, exatamente como o era no tempo da Lei (desde quando por Deus ela tenha sido escolhida) e como ocorrera nos dias de Cristo, e no período anterior a Cristo, durante as primeiras 7 semanas + 62 semanas da profecia (das 70 semanas).

Então, ao ter início a septuagésima semana através do pacto descrito (Daniel 9:27) exatamente na metade desta (por 3 anos e meio) Jerusalém (cidade santa) há de ser pisada nos 42 meses finais. (Apc. 11:1-2 - Apc. 13:5)

Lembrando que a 70ª semana se inicia conforme dita:

"E ele fará um concerto c/ muitos por uma semana, e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares, e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até a consumação, e o que está determinado será derramado sobre o assolador." (Dan. 9:27)

 

É por isso que o santuário há de ser profanado (Dan. 11:31) porque na lei e conforme a lei, o santuário é um lugar santíssimo, e nele é que será estabelecida a abominação desoladora – e tal evento só pode ocorrer-se em período da 70ª semana profética – porque é unicamente neste período que o santuário passa a ser sagrado – abominação essa, que há de perdurar-se por 1290 dias (de 24 horas). (Dan. 12:11)

 

É por esta razão, que o Senhor alerta em Mateus 24:15 que ao ser vista a abominação desoladora  no "lugar santo" (predita pelo profeta Daniel) quem lê entenda (disse): fujamos, porque há começado a grande aflição vindoura. (Mat. 24:15 e Mat. 24:21)

E para Deus, o "lugar santo" é justamente o Templo; e só pode existir o "lugar santo" durante a lei; e/ou no decorrer e vigência das 70 semanas que Deus determinara sobre Jerusalém, cidade santa, a partir da ordem de sua edificação, em época de Zorobabel - livro de Esdras.

Porque após a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor a mando do Senhor, e a conseqüente deportação dos judeus à Babilônia, tendo sido primeiramente já rejeitados tanto a cidade quanto o santuário, ainda no tempo do rei (de Judá) Josias (II Reis 23:27); restam-se a Jerusalém - cidade santa - unicamente as 70 semanas de anos que o Senhor Deus lhe determinara.

E, por exemplo: Mediante o expirar de Cristo na cruz do Calvário, após seu último brado (exatamente naquele instante) expirava-se também a 69ª SEMANA da profecia, e Jerusalém (cidade santa) e o templo (lugar santíssimo) perdiam naquele instante por completo todo o seu valor e relevância para a lei e perante a lei.

E algo no templo ocorre-se pela providência divina para no-lo notificar: o véu do santuário rasga-se de alto a baixo (no expirar do Messias). Amém! (Mat. 27:51)

 

E a partir de então, podíamos saber: tanto Jerusalém quanto o santuário e também o sacrifício contínuo perdiam para a própria Lei (para Deus) através da mesma lei, toda a sua relevância, finalidade e razão de ser; o Senhor é quem estabeleceu 70 semanas, e não mais. Por este motivo, quando Cristo alude à desolação de Jerusalém, e à abominação desoladora no lugar santo em Mateus 24 – não falava da Jerusalém rejeitada, imediatamente após Sua Vinda (e ida) em época de sua destruição pelo império romano por mãos do general romano, Tito, ano 70 d.C.

Porque justamente, naquela época (à semelhança do que se ocorrera na sua destruição, em época do cativeiro babilônico) Jerusalém era a cidade rejeitada (e não sagrada), e o santuário também o deixara de ser, pois já estavam fora da abrangência e cobertura das 70 semanas (de anos) que o Senhor Deus  lhes determinara, e por conseguinte, fora dos desígnios Divinos!

 

Mas Cristo falava do porvir: em período pertencente à septuagésima semana (profética) a cumprir-se no seu devido tempo - a última semana da profecia.

Quando, conforme profecia, o príncipe que há de vir (anticristo) há de firmar um Concerto c/ muitos por 1 semana (7 anos), exatamente a faltante; porém, na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares (ambos ofertados no Templo); e profanará o santuário estabelecendo a abominação desoladora no lugar santo; a saber: assentar-se-á como Deus no Templo de Deus, como se fora Deus. (II Tes. 2:4)

 

 

Como pode o templo tornar-se novamente o lugar santo se o evangelho conosco já está ?

Essa é uma boa observação a se fazer!

Muitos podem se perguntar:

Como pode, após o Novo Testamento estabelecido, o Templo voltar a ser erguido juntamente c/ o sacrifício contínuo – no qual cordeiros eram sacrificados no Templo e os demais rituais da Lei –,  e isso novamente vir a ser aceito?? e contando-se como sagrado??

- Ora, o mesmo esteve ocorrendo também na época de Cristo!

E só se ocorrerá agora, devido às profecias; devido às 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus; e justamente por ainda restar-se uma última semana de anos da profecia a se cumprir sobre Jerusalém e os judeus.

E a ocorrência do Templo (como lugar santíssimo) e os sacerdotes levitas (a oferecerem seus rituais conforme a lei) sendo válidos novamente (sendo que o sangue de Cristo já fora derramado); o mesmo também se dava nos dias do próprio Senhor, quando Ele se encontrava em pleno exercício do Seu ministério público – pois, enquanto pessoalmente Ele estava a pregar o evangelho como peregrino: perdoando os pecados, operando a salvação, curando enfermos, limpando leprosos, ressuscitando mortos, expulsando demônios e pregando aos pobres o evangelho do reino de Deus – também nesse ínterim, os sacerdotes levitas, filhos de Arão, não cessavam os sacrifícios no Templo, sendo válidos conforme a lei – embora, a salvação só se dê, se dá, e se efetue agora, e doravante (e pelo nome de Cristo) mediante o único Salvador do mundo todo: Cristo Jesus!

E mesmo Cristo, quando curava os leprosos, os enviava a se apresentarem aos sacerdotes, ordenando-lhes ainda que oferecessem a oferta que Moisés determinara na lei, como testemunho (e, tal oferta demandava-se mais animais sacrificados no templo).  (Mar. 1:44 – Luc. 5:14)

Do mesmo modo se ocorre nos 7 anos (de vigência da 70ª semana) a cumprir-se ainda sobre Jerusalém! Amém!

 

Porém, assim como (antes do evangelho) e durante o evangelho (e doravante), no tempo de Cristo, a partir de sua manifestação: que somente Nele e por Ele está (houve e há) Salvação, e perdão eterno – por causa de Sua vinda, e vida, e morte, pagando alto preço pelo pecado do mundo, dos homens, de todos os homens, e por sua ressurreição – assim o é agora!

E também porque pela lei ninguém jamais foi ou pôde ser salvo ou justificado perante Deus.

Assim também o será agora! Amém!

E a 70ª semana há de passar-se, e quem a Cristo não creu; não recebeu; não percebeu, não encontrou, não ouviu, não amou e nem seguiu – morrerá no seu pecado. (Jo. 8:24)  Amém!

 

 Entendendo a septuagésima semana

(1)  2568 dias - Período de duração da 70ª semana - inicia-se com o Pacto e termina-se no cessar da abominação.

(2 ±1278 dias - Metade dos 7 anos - desde o pacto até a quebra do mesmo na metade da semana profética.

(3)  1260 dias - período de profecia das 2 testemunhas (na tribulação) e do sustento de Deus à igreja no deserto.

(4)  30 dias que separam a morte das 2 testemunhas do fim da Tribulação e abominação, e fim da semana profética.

(5)  45 diasira de Deus - desde o arrebatamento a fim da 70ª semana (a 1290 dias) até o Armagedom (a 1335 dias).

(6)  Contagem das 2300 tardes e manhãs (que se inicia no 1º sacrifício no templo, e finda-se no cessar a abominação).

(7)  1290 dias - Período (da tribulação) no qual prevalece a abominação desoladora no templo. (Dan. 12:11)

Ponto (A) - Início da semana profética através de um Concerto com muitos (pacto de 7 anos).

Ponto (B) - Início do sacrifício contínuo em Jerusalém após edificação do Templo - início das 2300 tardes e manhãs.

Ponto (C) - Metade dos 7 anos (1278 dias) quebra do pacto pela abominação, estoura Grande Tribulação.

Ponto (D) - 1260 dias da tribulação: morte das 2 testemunhas / finda o tempo da provisão à igreja no deserto.

Ponto (E) - Término da 70ª semana pela volta de Cristo - ressurreição e arrebatamento - término da abominação desoladora término da grande tribulação - purificação do santuário (todos esses eventos se cumprem num piscar de olhos mediante a Volta de Cristo).

Ponto (F) - Batalha do Armagedom a 1335 dias depois de quebrado o Concerto (ponto C) ao retirar o contínuo sacrifício p/ estabelecer a abominação!

 

Os itens enumerados acima, procuram apresentar uma ordem de fatos a se cumprirem durante a septuagésima e última semana (de anos) de Daniel 9 – num respectivo período de 7 anos.

Esses 7 anos: 7 x 365 dias = 2555 dias + 1 dia extra (devido a um ano bissexto) perfazem: 2556 dias.  O acréscimo de 1 dia (ao cálculo) se faz devido a se haver obrigatoriamente dentro de um ciclo de 7 anos pelo menos 1 ano bissexto; por isso, na soma total dos 7 anos se insere 1 dia, totalizando-se 2556 dias. Lembrando que os parâmetros no esquema acima têm como base os livros de Daniel e Apocalipse em conjunto; e não objetivamos de forma alguma considerá-los infalíveis, mas servem-nos de esclarecimento e norteio no devido tempo do fim.

 

Com relação ao ponto (A) inicial, o anticristo é figura determinante no Concerto que inicia a 70ª semana. O Concerto c/ Israel é que dá o imediato início aos 7 anos de pacto. (Dan. 9:27)

Também c/ relação ao Concerto (que na profecia se considera um Santo Concerto - Dan. 11:28), tudo leva a crer se referir à edificação do Templo judaico no seu devido lugar em Jerusalém; para, conseqüentemente se dar início aos sacrifícios diários no templo, imediatamente após conclusão da obra – isto subentende-se devido ao Concerto ser firmado por uma semana de anos (7 anos), mas os sacrifícios diários e a abominação desoladora (que hão de se cumprir no templo - lugar santo - durante a 70ª semana) não preencherem integralmente esses 7 anos do pacto; mas um período menor; ou seja, serão 2300 tardes e manhãs de sacrifício contínuo e de abominação (e não 7 anos), pois 2300 tardes perfazem exatamente 6 anos e 3 meses e 15 dias - faltando-se portanto 8 meses e meio para se completarem os 7 anos do pacto.

Ou seja, o sacrifício contínuo + abominação desoladora ( a se cumprirem no templo ) não preenchem integralmente os 2556 dias (que perfazem 7 anos); mas preenchem 2300 dias, do total de 2556 dias de pacto (de 7 anos); porque 7 anos perfazem exatamente 2556 dias.

E, a realidade hoje é que existem 2 mesquitas sagradas p/ os muçulmanos impossibilitando por hora, a posse dos judeus ao local do Templo, e, até esse momento, o local se encontra em controle dos  árabes (embora Jerusalém seja dos judeus e os judeus a comandem); logicamente que o respectivo Acordo, Concerto (que remonta à 70ª semana sobre Jerusalém e os judeus), o qual há de ser um Santo Concerto (Dan. 11:28), é que deverá solver esse impasse, abrindo o caminho, e devolvendo aos judeus o direito e o poder sobre aquilo que eles tanto sonham e esperam a tempos: o Templo c/ seus respectivos rituais conforme a Lei.

 

Então, a partir do ponto (A) o pacto, iniciam-se os 7 anos da última semana ± 2556 dias. (Dan. 9:27)

Do ponto (A) até o ponto (B) transcorrem-se ± 268 dias - esse é o provável período da edificação e conclusão do templo (o que perfazem pouco mais de 8 meses e meio – o que notadamente deve servir p/ se edificar o Templo c/ a possível retirada das mesquitas) hoje, a tecnologia e o poder econômico dos judeus claramente demonstram tal possibilidade; e acaso o Concerto não é com muitos? Pois, os muitos podem muito bem ser judeus e árabes, pois um possui Jerusalém, mas o outro domina o local do templo. (Dan. 9:27)

Na conclusão do Templo no ponto (B) os sacrifícios no Templo (denominado holocausto contínuo) começam a ser oferecidos em Jerusalém. (Dan. 8:13) Iniciam-se as 2300 tardes e manhãs.

 

Do ponto (B) início dos sacrifícios até o ponto (C) transcorrem-se 1010 dias (esses 1010 dias são o período exato de ocorrência dos sacrifícios no templo).

O ponto (C) demarca a metade dos 7 anos (± 1278 dias após o Concerto), como também demarca o término dos sacrifícios no templo; dando início à Grande Tribulação.

Neste ponto (C) o anticristo ao cessar os sacrifícios no Templo, profana o santuário, estabelecendo a abominação desoladora; a saber: assenta-se como Deus no Templo de Deus. (Dan. 11:31 – Mat. 24:15-21 – II Tes. 2:4) 

Também nesse ponto (c) metade dos 7 anos, é que a igreja se vê obrigada à fuga ao deserto, fora da vista da besta, onde é sustentada por Deus durante 1260 dias. (Apc. 12:6 – Apc. 12:17 – Mat. 24:16-20)

 

Também no ponto (C) é quando se inicia o ministério e profecia das 2 testemunhas em Jerusalém por também 1260 dias. Notemos: tanto o período de profecia das 2 testemunhas em Jerusalém quanto a provisão de Deus à igreja no deserto são idênticos: ou seja, 1260 dias. (Apc. 11:3 - Apc. 12:6)

 

No ponto (D) quando se completam os 1260 dias da grande tribulação (nos quais a igreja era sustentada no deserto e as 2 testemunhas profetizavam sem impedimento em Jerusalém) então a igreja perde a sua provisão no deserto, e as 2 testemunhas são mortas, em Jerusalém; e seus corpos ficam expostos à população mundial numa praça da cidade, por 3 dias e meio.

No ponto (D) na morte das 2 testemunhas (a 1260 da tribulação) transcorrem-se mais 3 dias e meio, e as 2 testemunhas ressuscitam; são vistas por seus inimigos e são elevadas ao céu, causando grande terror a seus inimigos; e, neste instante há um terremoto em Jerusalém, caindo a décima parte da cidade, e sete mil homens são mostos no terremoto; nesse instante (do terremoto) se consuma o segundo ai do Apocalipse concernente à 6ª trombeta. (Apc. 11:11-14)

 

O ponto (E) demarca os 1290 dias da Grande Tribulação e delimita o seu término; demarca também  término imediato da 70ª semana (fim dos 7 anos), e a purificação do santuário - tudo isso no ponto (E).

Do ponto (D) 1260 dias da tribulação, na morte das 2 testemunhas, até o ponto (E) término da grande tribulação transcorrem-se 30 dias.  E desde a ascensão das 2 testemunhas (na sua ressurreição), até o ponto (E) transcorrem-se 26 dias e meio.

No ponto (E) a término da Abominação Desoladora no templo (a 1290 dias) finda-se também a Grande Tribulação p/ os santos e delimita o instante exato de término da 70ª semana profética mediante a volta de Cristo sobre as nuvens do céu c/ grande poder e glória. Pois assim como ela teve seu início exato (no pacto) também tem seu término imediato pelo Retorno do Senhor!

 

É o Senhor quem cessa a abominação desoladora!

É o Senhor é quem purifica o santuário!

É o Senhor quem traz a justiça eterna mediante a ressurreição/arrebatamento dos santos!

Tudo isso se cumpre ante à Volta de Cristo no ressoar da última trombeta (sétima) após 1290 dias depois de estabelecida a abominação desoladora no lugar santo!!!

A volta de Cristo finda a 70ª semana de anos da profecia sobre Jerusalém - trazendo o cumprimento de todas as promessas descritas em Daniel 9:24.

Tudo isso se cumprirá ao soar da última trombeta (7ª do Apocalipse).

O sol se escurecerá, a lua não dará a sua luz, as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas... então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem, e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu c/ poder e grande glória; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, depois nós os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente c/ eles nas nuvens ao encontro do Senhor nos ares. Amém. (Apc. 11:15-19 - I Cor. 15:51-52)

 

E, com relação à purificação do santuário, cremos não ser uma purificação (de limpeza física), tampouco conforme a Lei (que é através do sangue de cordeiros); mas, uma purificação espiritual – afinal, Cristo vem finalizar a 70ª Semana sobre Jerusalém; e, findando-a, Jerusalém (que em decorrer da 70ª semana, bem como durante as 69 semanas anteriores a Cristo) se tornara a Cidade Santa, deixa-se de sê-lo imediatamente a término desta 70ª semana profética, e o Templo idem; perdendo ambos, toda sua representação e relevância para a lei e a profecia; e, não mais sendo sagrados, tampouco pode-se mais haver alguma profanação "daquilo que seja santo"! 

Eis a purificação !!!

 

A purificação do santuário dar-se-á de forma similar ao evento da Crucificação: quando o Senhor, mediante Seu último brado na cruz do Calvário, expirava-se; também por aquele evento findavam-se, expiravam-se as 7 semanas + 62 semanas sobre Jerusalém - e o véu do Templo rasgava-se de imediato, de alto a baixo, sinalizando que algo de grandíssima relevância espiritual ocorrera naquele IMEDIATO momento; e o Templo (até então, lugar santíssimo) perdia p/ Deus todo o seu valor, santidade, relevância e representação para com a Lei (o mesmo se dava à Jerusalém como cidade santa); e a partir de então, todo o homem poderia ter acesso a Deus Pai, pelo sangue do Cordeiro.

De igual forma dar-se-á na volta de Cristo para findar a 70ª semana; pois o Santuário perde imediatamente toda a sua representação e razão de ser para com a lei e a profecia; e assim, não mais há, nem pode haver qualquer abominação e/ou profanação de o lugar santo; isto porque finda-se a semana profética, a qual santificava Jerusalém e o templo, e os tornava sagrados e importantes para a Lei, conforme o mesmo Senhor e Deus estabelecera.  

 

Do ponto (E) quando termina-se a grande tribulação após 1290 dias depois de estabelecida, até o ponto (F) no último limite de tempo contabilizado, transcorrem 45 dias, que é quando se dará a batalha do Armagedom. (Dan. 11:12) 

Entendemos que nesses 45 dias que há entre o ponto (E) até o ponto (F) no qual se dará a batalha do Armagedom, é quando também se cumprirá nos céus as Bodas do Cordeiro.

Enquanto na terra (nos mesmos 45 dias) serão derramadas as 7 salvas da Ira de Deus (período da Ira de Deus; Ira do Cordeiro). (Apc. 16). 

Porque tanto as bodas do Cordeiro quanto as 7 salvas transcorrem-se por ocasião dos 45 dias contidos entre o ponto (E) e ponto (F); sendo que, em cada salva (ou taça) derramada danificará 100% de algo na superfície terrestre.  A 6ª salva seca o Eufrates, e o anticristo e a besta reúnem os reis de toda a terra e seus exércitos no lugar que em hebreu se chama Armagedom p/ a batalha do Grande Dia. (Apc. 16:12-14)

A Batalha do Armagedom (como muitos entendem) não se dá entre a besta e Israel; a batalha do Armagedom será entre a besta e o anticristo e seus exércitos contra o Senhor: o Rei dos reis. (Apc. 19:19)

A 7ª salva desencadeia o maior terremoto que o mundo já presenciou; como jamais havido desde que há nação; e as cidades todas das nações caíram, e à Grande Babilônia idem, e sobre os homens caiu grande saraiva, pedras de peso de um talento. Também na 7ª salva é que se cumpre, ao pé da letra, aquele dito do Senhor em Mateus 24, quando afirma assim:

"Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada." (Mat. 24:2b)

"E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada." (Mar. 13:2)
 

Em suma:

Todas as coisas ruirão por terra! todas as cidades das nações se desfarão em pó! (Is. 24:19-20 - Apc. 16:17-20)

 

Então, no ponto (F) é que aparece o Senhor, seguido de seu exército em cavalos brancos, para a derrota final do anticristo e da besta no Armagedom; e ambos são lançados vivos no lago de fogo.

E quanto aos demais, os homens todos, serão todos mortos na batalha; expirando-se toda a carne!

É a Batalha do Armagedom que faz cumprir-se um dos inúmeros js ou tis da lei, o qual se diz:

"certamente morrerás".

Ou seja: no Armagedom, o certamente morrerá - se cumpre no Adão por um todo! não se restando um só que permaneça!  Amém!

 

Também é aqui que se cumpre a profecia de Sofonias (e Isaías e outros mais) quando o Senhor diz:

"Hei de consumir por completo tudo de sobre a terra, diz o Senhor. Consumirei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e os tropeços juntamente com os ímpios; e exterminarei os homens de sobre a terra, diz o Senhor." (Sof. 1:2-3 - Sof. 1:18 - Apc. 19:11-21)
 

Por isso mesmo também se diz na profecia de Daniel 9, que a cabo das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e o judeus, ao término, dar-se-ia: o fim dos pecados e o fim da transgressão, porquanto é chegado o fim de toda a carne; de toda a carne de pecado, e o fim deste mundo pecador.

Vindo, portanto novo século!

Por isso mesmo é que o pecado finda-se, porquanto o pecado só pode ter seu fim, mediante a morte dos pecadores todos; todos os homens mortos em tal batalha! porquanto, por um só que ainda viva, o pecado permanece!

( Por que como poderá o pecado ter seu fim, restando-se ainda os pecadores a viver? Porque assim como a vida só termina-se c/ a morte; também o pecado finda-se unicamente pelo fim da existência do pecador! assim ele finda!)

Também é aqui (Batalha do Armagedom) que se cumpre a visão de Daniel 2: quando a Pedra (Cristo) lançada sem mão, atinge a estátua (que representa os impérios mundiais) nos seus pés (ou seja, no último império), esmiuçando-a, os quais se tornaram como a pragana das eiras do estio, e o vento os levou, não se achando lugar algum p/ eles; mas a Pedra que atinge a estátua tornou-se grande monte enchendo por completo a terra. (Dan. 2:34-35 - Dan. 2:44)

 

Observações:

1 - De acordo com Daniel 9:27, podemos saber que do ponto (A) pacto, até o ponto (C) quebra do pacto, transcorrem 1278 dias (três anos e meio ou metade de uma semana de anos).

2 - Do ponto (C) na quebra do pacto quando é estabelecida a abominação, até o ponto (E) término da abominação, transcorrem-se 1290 dias: esse é o período em que prevalece o anticristo profanando o santuário; o ponto (E) demarca também o término da Grande Tribulação, término da abominação, e término da 70ª semana, mediante a volta de Cristo. Somando-se os períodos desde o ponto (A) ao ponto (E)  teríamos 2568 dias.

3 - De acordo com Daniel 8:13-14, podemos saber que: o período de início do sacrifício dos judeus no Templo (o sacrifício contínuo), seguindo-se até a interrupção abrupta dos sacrifícios pelo anticristo (para estabelecer a abominação desoladora) transcorrem 2300 dias, até a purificação do Santuário c/ a volta de Cristo. Ou seja, do ponto (B) início dos sacrifícios até o ponto (E) transcorrem 2300 dias.

De acordo com Daniel 12:11, fica entendido que entre a profanação do santuário no ponto (C) até a purificação do mesmo no ponto (E), transcorrem 1290 dias.

Também de acordo com Daniel 8:12-13 o período do contínuo sacrifício somado ao período de abominação desoladora é de 2300 dias; e, se a abominação desoladora perdura-se 1290 dias, temos então que restam-se aos judeus (unicamente) 1010 dias p/ se oferecerem sacrifícios no templo.

4 - E de acordo com Daniel 12:12, sabe-se que desde a profanação do santuário ponto (C) até a vitória final do Messias sobre o anticristo e a besta no ponto (F) transcorrem 1335 dias.

 

Esses dados são obtidos das revelações bíblicas de Daniel e Apocalipse, e nos ajudam a compreender mais em profundidade as profecias nos últimos dias. E os pormenores e os detalhes nas revelações, nos mostram a presciência de Deus Pai e o seu imenso cuidado em notificar todas as coisas, a fim de que possamos estar firmes e confiantes quanto a Seu amor e amparo. E que assim permaneçamos sem escândalo algum, e firmes na fé e não nos movamos da esperança do evangelho até o dia de Cristo Jesus. Amém!

 

Infográfico 70ª semana:

     

Última atualização 24/07/2015

 

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