2300 tardes e manhãs

By Estudos do Fim

2300 tardes e manhãs - Como entendê-las ?

Bom, antes da questão das 2300 tardes e manhãs, é necessário esclarecer: a visão de 2300 tardes e manhãs é VERDADEIRA e corresponde verdadeiramente a 2300 tardes e manhãs: 2300 dias de 24 horas - ou ainda corresponde a 6 anos, 3 meses e 15 dias - ou seja, se somássemos 8 meses e meio (ao período das 2300 tardes e manhãs - que perfazem 6 anos, 3 meses e 15 dias) teríamos o período completo de uma semana de anos: ou seja, 7 anos.

 

E, também se necessita entender a visão de Daniel 8; que é uma visão dos impérios mundiais - porém, não todos, mas somente de um delimitado período da história, e relata unicamente os impérios e poderes mundiais que se erguem no mundo durante a respectiva contagem das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus.

 

Por isso aborda unicamente dois impérios mundiais (Medos-Persas e Grécia) os quais se ocorreram durante o tempo de contagem das primeiras 7 semanas e 62 semanas - até o Messias: contagem essa que se iniciara na saída da ordem para restaurar Jerusalém (no ano 1º do rei da Pérsia, Ciro) época quando também o império Medo-Persa tem início (Esd. 1:1-3); por isso a visão aborda o império medo-persa - porquanto ele se inicia praticamente (no ano) conjunto à contagem das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus,.

E a visão passa depois à Grécia - próximo império dentro das 70 semanas - e, ao descrever o império grego e sua subdivisão em 4 partes para os 4 ventos: norte, sul, leste e oeste - diz: "de uma delas" - de uma das 4 partes em que se dividira (e desenvolvera) o império grego, surgirá, geograficamente (e não no império grego, ou de imediato a ele) a ponta mui pequena.

Porque a visão é inteiramente subordinada (ligada) ao período profético de demarcação das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus (e não à cronologia histórica e natural do tempo - como acontece a Daniel 7); por isso, a visão de Daniel 8 aborda 2 impérios ocorridos dentro de uma janela profética demarcada (em 7 semanas e 62 semanas - a partir da ordem de edificação de Jerusalém - até o Messias) e depois a visão se interrompe, e realiza um salto no tempo e na história - e descreve o outro período demarcado na profecia (de 1 semana de anos); o qual - não se liga ao império grego pelo tempo cronológico natural (mas deriva-se do império grego geograficamente); e não de imediato ao império grego - mas baixo à cronologia histórica e profética das 70 semanas, mais precisamente a 70ª semana da profecia - em seus respectivos 7 anos - na qual se dará o levante da ponta mui pequena.

 

E as 2300 tardes e manhãs dizem respeito às proezas da ponta mui pequena. Porque a visão se interage apenas dentro das 70 semanas - cobrindo unicamente as potências mundiais dentro do período das 7 semanas e 62 semanas (até o Messias) ignorando tudo na história que ocorra (após as 62 semanas) e antes à 1 semana (a 70ª semana).

E é sobre ela que agora deveremos pormenorizar:

 

Diz assim a profecia quanto à (potência mundial): ponta mui pequena:

Daniel 8:9-12

"E de uma delas saiu uma ponta mui pequena, a qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.

E se engrandeceu até ao exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, deitou por terra, e as pisou.
E se engrandeceu até ao príncipe do exército: e por ele foi tirado o contínuo sacrifício, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra. E o exército lhe foi entregue, com o sacrifício contínuo, por causa das transgressões; e lançou a verdade por terra; fez isso, e prosperou."

Daniel 8:13-14
Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do contínuo sacrifício, e da transgressão assoladora para que seja entregue o santuário, e o exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado."

 

Notemos:

A visão profética ocorre-se ainda no período Babilônico, ano 3º do rei Belsazar, filho de Nabucodonosor. (Dan. 8:1)  No entanto, a visão nada declara sobre a Babilônia - mas, se inicia por ver o vindouro império Medo-Persa a se levantar-se, passando depois à Grécia - mostrando detalhes e características de ambos impérios (medo-persa e Grécia) e a guerra entre eles com a devida vitória grega - e ao definir a divisão do império grego em 4 partes (aos 4 ventos) passa estrategicamente a relatar acontecimentos - não ligados à cronologia natural e histórica do tempo, nem ao império grego - mas à cronologia histórica da contagem das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus.

Por isso, muitos se confundem a pensar de a ponta mui pequena na visão - se levantar (no império grego ou de imediato ao império grego) devido a ponta mui pequena derivar-se dele - quando na verdade, ela se deriva dele, mas apenas no aspecto geográfico; e isso devido ao império grego ser (na visão) a última potência abordada (antes da ponta mui pequena); por isso a informação se deriva dele - e também pelo crescimento grego (em época) ter-se estendido naquela região para os 4 ventos: norte, sul, leste e oeste.

E porquanto a visão não vizualiza qualquer outro império ou potência mundial a não ser aquelas que se cumprem dentro do período histórico e profético das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus.

E, na verdade, a ponta mui pequena se levantará geograficamente da região outrora grega - mas seu levante se dará no fim dos tempos - culminando exatamente ao período de cumprimento da 70ª semana da profecia - Daniel 9 - porque a visão segue-se rigorosamente submetida à ordem cronológica e histórica das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus.

 

Por isso, visualiza somente impérios vigorados durante as primeiras 69 semanas (7 semanas + 62 semanas - até o Messias); se detendo no império grego - não informando absolutamente nada sobre Roma (império que na verdade já se levantava quando o Messias era cortado); mas a visão (que não visualiza nada de Roma) realiza um verdadeiro salto no tempo e na história e descreve unicamente (os 7 anos de período da 70ª semana) quando detalha a ponta mui pequena - a se levantar da região grega, a qual, há de surgir-se mui pequena, e crescerá muito, ao sul, ao oriente (leste) e à terra formosa (Jerusalém/Israel).

E, também, se engrandecerá até o exército do céu... e, a alguns do exército e das estrelas deitará por terra e os pisará; e, até o Príncipe do exército...

E por ela será tirado o contínuo sacrifício e o lugar do seu santuário será lançado por terra.

O exército lhe foi entregue com o sacrifício contínuo, por causa da transgressão, e lançou a verdade por terra, e o fez e prosperou.

E haverá então 2300 tardes e manhãs de sacrifício continuo e de transgressão assoladora (em Jerusalém).

Após as quais, o santuário será purificado...

 

 

Porquanto é a ponta mui pequena que na visão cresce muito ao sul, a oriente, e a terra formosa (Israel/Jerusalém).

E é a ponta mui pequena que também se engrandece ao exército do céu, derrubando alguns do exército e das estrelas; e se engrandece ao Príncipe do exército; e é também quem retira o contínuo sacrifício, e lançando por terra o lugar do seu santuário.

O exército e o santuário lhes são entregues a fim de serem pisados (por causa da transgressão). E lança por terra a verdade, faz isso e prospera.

Em suma: tais eventos dizem respeito à ponta mui pequena (e não a Medos e Persas ou Grécia).

E se cumprem durante a respectiva 70ª semana determinada sobre Jerusalém e os judeus - a qual semana é futura, contendo 7 anos (e 7 anos perfazem precisamente a 2556 tardes e manhãs).

E, as 2300 tardes e manhãs da visão (que perfazem 6 anos, 3 meses e 15 dias, ou seja, são 8 meses e meio a menos que 1 semana de anos) começam a contabilizar somente durante a respectiva 70ª semana - mas não de imediato ao pacto que inicia a semana profética (Dan. 9:27); porquanto, as 2300 tardes e manhãs só se contam (mediante a conclusão do templo judaico que há de ser edificado durante a 70ª semana) mediante ao ato do primeiro sacrifício contínuo ofertado - no templo - pelos judeus.

Aí então é que esta visão c/ suas 2300 tardes e manhãs se inicia, contando-se!

 

Porque o templo judaico ainda será edificado em Jerusalém p/ cumprimento da 70ª semana determinada sobre Jerusalém e os judeus - para que se cumpram as profecias (tal qual se ocorrera nas primeiras 7 semanas e 62 semanas até o Messias, quando também o templo judaico inexistia, e se necessitou edificá-lo).

E os judeus retornarão às antigas práticas: o sacrifício de animais - denominado sacrifício contínuo, holocausto contínuo [aquele mesmo realizado no templo no Antigo Testamento]; porém, na metade da semana profética (ou, 3 anos e meio após firmado o pacto que inicia a semana profética), então ele, o príncipe que há de vir, de súbito, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares (os quais se oferecem no templo) estabelecendo a abominação desoladora - também no templo - inaugurando a grande tribulação pelo mundo.

Então, as 2300 tardes e manhãs se referem ao que se ocorrerá especificamente no interior do templo judaico durante a 70ª semana da profecia - e é exatamente neste período que se haverá em Jerusalém, o retorno ao sacrifício contínuo dos judeus (no templo), o qual (sacrifício contínuo) depois de ser restabelecido, e prevalecer-se até a metade da semana profética, então há de ser interrompido para se estabelecer a abominação desoladora pelo anticristo [também no templo], assim então esta visão se conta (c/ suas 2300 tardes e manhãs de sacrifício contínuo e de abominação desoladora) cumprindo-se.

 

Também este é o respectivo período em que vigora a 70ª semana profética (a qual semana, se iniciará no pacto de Daniel 9:27) e na qual dará o levante do "chifre muito pequeno" (Daniel 8:9) engrandecendo-se até o exército do céu; até o Príncipe do exército; retirando o contínuo sacrifício e estabelecendo a transgressão assoladora. (Dan. 8:9-12)

 

Porque a última semana de Daniel 9 está dividida em duas partes: a primeira parte da semana será preenchida tanto pela edificação do templo judaico (o pacto deverá ser exatamente para isso  - em período recorde de ± 8 meses e meio) para a realização do sacrifício contínuo pelos judeus durante 1010 dias (sacrifício este, estabelecido na conclusão do templo) perdurando-se o sacrifício até a metade dos 7 anos de pacto.

E, a segunda parte (da semana profética) será preenchida totalmente pela transgressão assoladora - a qual será estabelecida pelo anticristo após ele retirar o contínuo sacrifício - para estabelecer a transgressão assoladora, e a transgressão assoladora prevalece durante 1290 dias, ou seja, prevalece até o término da 70ª semana profética, ao fim dos 7 anos.

Por isso diz a profecia:

"Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado." (Dan. 8:13-14)

 

 

Entendendo a visão:

A visão profética [visualiza] um período (dentro da 70ª semana) no qual se haverá no templo judaico o sacrifício contínuo seguindo-se à transgressão assoladora (em substituição deste), e ambos os eventos preencherão a 2300 tardes e manhãs.

Sendo que, somente o período da transgressão assoladora na visão preenche a 1290 dias (Dan. 12:11); ou seja, a abominação desoladora preenche 1290 dias (dentro das respectivas 2300 tardes e manhãs de sacrifício e abominação); restando-se, portanto, para o sacrifício contínuo dos judeus, 1010 dias: porque 1010 dias (de sacrifício contínuo) + 1290 dias (de transgressão assoladora) resultam-se em 2300 dias; após os quais 1290 dias da transgressão assoladora - o santuário é purificado.

 

Mas a questão envolvendo esta visão é: para que o sacrifício contínuo dos judeus se realize (e também a transgressão assoladora da visão), necessário se faz a proeza da edificação do Templo judaico no seu devido lugar, hoje, em Jerusalém; e, conseqüentemente a visão (c/ suas 2300 tardes e manhãs de sacrifício contínuo e transgressão assoladora) só se iniciam (na conclusão e consagração do Templo) mediante o sacrifício ofertado. Daí então, é que a visão se inicia, cumprindo-se.

 

E, é bem neste respectivo período que também se enquadra o CONCERTO de Daniel 9:27 - Porque o Concerto de Daniel 9:27 é o que inicia a semana profética. E esse Concerto certamente deverá referir-se á Jerusalém e os judeus, e também ao Templo.  E o Concerto a ser firmado, deverá certamente repassar aos judeus o amplo domínio e poder e o controle do Monte do Templo (local hoje, em Jerusalém, ainda não pertencente a eles); a fim de que (quiçá) se retirem as 2 mesquitas (sagradas aos muçulmanos) as quais impossibilitam a edificação do Templo do Senhor - o qual, pela lei, tem local específico e fixo para sua edificação.

Porque também, o Concerto de Daniel 9:27 é o que faz entrar em vigor a 70ª semana da profecia, e que torna Jerusalém, a cidade santa; e a faz representar (durante 7 anos, ou durante uma semana de anos) tudo o que na Lei ela representou, e tudo o que ela representava tanto em época de Cristo como na anterior (desde quando, por Deus, ela tenha sido escolhida em época de Davi) e em época das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus.

 

E, o mais interessante nesta história é que, de igual forma se ocorrera em época de Zorobabel - livro de Esdras; o que faz INICIAR a contagem profética das primeiras 7 semanas + 62 semanas - até o Messias - foi também uma ORDEM expressa e escrita, do rei da Pérsia, Ciro, para a edificação do Templo do Senhor em Jerusalém - o que já era, em tese, a restauração da cidade - ordem que (segundo a profecia - Daniel 9:25) iniciaria a contagem profética das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus

Porque a ordem da edificação do templo do Senhor (em Jerusalém) feita por Ciro (rei da Pérsia) no seu 1º ano de reinado - era a principal âncora da RESTAURAÇÃO e EDIFICAÇÃO da cidade.

E agora, o Concerto a se firmar (Daniel 9:27) de igual forma, deverá referir-se (especificamente) ao Templo judaico (porque hoje, Jerusalém já existe, já está restaurada, e já pertence aos judeus); portanto, o PACTO a se firmar, e que iniciará a contagem profética - é que ABRIRÁ novamente a CONTAGEM da 70ª semana e deverá se referir exclusivamente a edificação do Templo judaico; e, na conclusão dessa obra, os sacrifícios no templo deverão se reiniciar - e ao se reiniciarem os sacrifícios - também se inicia a visão profética: a saber: serão 2300 tardes e manhãs de sacrifício contínuo (para, na metade da semana) se estabelecer a transgressão assoladora no lugar santo (por exatos 1290 dias) trazendo ao mundo a grande tribulação, prevalecendo a transgressão assoladora até o término exato dos 7 anos; ou seja, até a consumação dos séculos, ao fim dos quais o santuário é purificado. Amém! (Dan. 12:11)

Por isso diz:

"E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador." (Dan. 9:27)

 

O anticristo vem como determinam as profecias, e ele (ou algum imediato seu) é que dará início à última semana de anos da profecia (Daniel 9:27) através de um concerto entre Israel e possivelmente os muçulmanos, pois ambos habitam Jerusalém: e um possui a Jerusalém (os judeus), enquanto o outro domina o local do templo (os muçulmanos).

E os fatos da visão (Daniel 8:13-14 - c/ suas 2300 tardes e manhãs) dizem respeito ao que exatamente se ocorrerá (no lugar santo: o templo) durante a 70ª semana em Jerusalém; porque a visão se refere estritamente ao sacrifício contínuo MAIS a transgressão assoladora (ambos no Santuário), na qual transgressão assoladora, o exército e o santuário ser-lhe-ão entregues a fim de serem pisados.  E, a término de 2300 tardes e manhãs, o santuário será purificado. (Dan. 8:13-14 - Apc. 11:1-2)

 

E conforme Daniel 8 a visão se dará no tempo do fim:

"E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, me amedrontei, e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim do tempo." (Dan. 8:17)

"E disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao tempo determinado do fim." (Dan. 8:19)

"E a visão da tarde e da manhã que foi falada, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias muito distantes." (Dan. 8:26)

 

 

Um pouco mais de noção:

Ora, se o santuário será purificado ao fim das 2300 tardes e manhãs; é porque no decorrer das 2300 tardes e manhãs, ele terá sido profanado.

Somente que o santuário não será profanado durante o período integral de 2300 tardes e manhãs!

Não será!

E por que o santuário não será profanado durante o período integral das 2300 tardes e manhãs?

- Porque na visão, também é manifesto o sacrifício contínuo ao longo das 2300 tardes e manhãs - sendo que (na lei e pela lei) é unicamente o sacrifício contínuo no templo que pode santificar o santuário. (Êx. 40:10 - Heb. 9:21-22)

 

E, explorando um pouco mais a visão - ela só diz respeito ao sacrifício continuo que há de ser restabelecido durante a 70ª semana (tão logo o santuário seja edificado) mais a transgressão assoladora a ser estabelecida na metade desta semana, em substituição ao sacrifício - por isso mesmo, ambos somam-se 2300 tardes e manhãs (ou 2300 dias literais); pois, 7 anos contabilizam 2556 tardes e manhãs (2556 dias) conforme nosso calendário atual; porém a visão com suas 2300 tardes e manhãs - não diz respeito ao período integral da 70ª semana profética c/ seus respectivos 7 anos; a VISÃO se refere especificamente AQUILO que se dará DENTRO do santuário (templo) após sua conclusão; ou seja, se terá o retorno do sacrifício contínuo oferecido pelos judeus e também a transgressão assoladora (estabelecida pós sacrifício) pelo assolador (anticristo); e, ambos eventos (sacrifício e transgressão) contabilizados e somados seus períodos, totalizam 2300 tardes e manhãs.

Nisto podemos notar: haverá um curto espaço de tempo (durante a 70ª semana profética) sem que se registre sacrifício contínuo, e sem se registrar abominação; pois serão 2300 dias de um total de 7 anos - porque o Pacto é de 7 anos, e 7 anos englobam-se 2556 dias; havendo portanto ± 260 dias (8 meses e meio), sem que se registrasse sacrifícios e sem se registrar abominação.

Pois é uma visão de 2300 tardes e manhãs; e se refere unicamente ao sacrifício e a abominação; sendo que a abominação há de perdurar-se por 1290 dias (Daniel 12:11) cessando-se ao fim das 2300 tardes e manhãs, quando o santuário é purificado. Amém.

 

É em época da transgressão assoladora que o anticristo receberá poder p/ agir por 42 meses (Apc. 13:5).

Também é nessa época que se engrandecerá sobre todo o deus, e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas. (Dan. 11:36)

E se engrandecerá ao Príncipe do Exército e por ele será tirado o contínuo sacrifício (Dan. 8:11); e assentar-se-á como Deus, no Templo de Deus, como se fora Deus. (II Tes. 2:4)

 

 E os judeus, por exemplo, nos 1900 anos que se passaram (desde a crucificação de Cristo), se por alguma razão edificassem o templo do Senhor (se bem que isso não foi permitido) considerando-o lugar santo; para Deus, para a Lei, para a profecia, tal templo nada representaria, porquanto ao rejeitarem o Messias, houve mudança na forma da lei, e estariam a fazer a própria coisa; porque Deus lhes determinara 70 semanas de anos; assim sendo, unicamente em vigência da 70ª semana, que é a única ainda por se cumprir - é que, o Templo, pela palavra de Deus e pela profecia é santificado, tornando-se lugar santíssimo. (Êxodo 26:33-34 - Lev. 14:13a - Ez. 44:27)

Porquanto fora desse período (estabelecido na profecia) o lugar santo não mais existe; (tampouco Jerusalém, como cidade santa); porque após a rejeição de Jerusalém por parte do Senhor, ainda em época do rei Josias (II Rs. 23:27), somente durante esse respectivo período profético de 70 semanas determinadas sobre Jerusalém, é que o templo torna-se lugar sagrado, e que também, pode ser profanado!

Fora da vigência das 70 semanas decretadas sobre Jerusalém e os judeus, o templo e Jerusalém nada representam.

Também diz o provérbio:

"O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável."  (Pv. 28:9)

 

Assim sendo, o que acontece à nação de Israel por ela ter rejeitado e não dado ouvidos ao Messias, o Filho de Deus ?

- Ora, por essa mesma razão é que foram decretadas 70 semanas sobre Jerusalém e os judeus; fora da abrangência das 70 semanas, não só o sacrifício contínuo é invalidado (junta a todos os rituais da lei), como também até a oração é abominável!

Isso, porque ao desviarem seus ouvidos de ouvirem o Messias, prometido na lei, deixam de ouvir a lei (Deut. 18:15,18,19) - porque o Messias veio em cumprimento da lei - e quem, ao Messias, não ouve, desvia-se de ouvir a lei!

 

Por que o Templo há de ser construído?

Bom, primeiramente porque, ao estabelecer Deus sobre Jerusalém e os judeus as 70 semanas de anos; Ele não diz na profecia que o templo não se faria presente durante a última semana profética; pelo contrário, nela se faz menção ao cessar do sacrifício e oferta de manjares (isso automaticamente demanda) a existência do templo judaico. (Dan. 9:27)

1 - Agora se estudarmos o caso do local do templo hoje:
2 - Por depender dos muçulmanos a mesquita nunca se tirará.
3 - Por depender dos judeus eles construiriam o Templo hoje.
4 - Porém a Mesquita só poderia ser retirada (do local do templo) pelo motivo do próprio templo.
5 - E somente em função do povo que habita Jerusalém (os judeus).
6 - E o Templo só haveria de edificado em função dos sacrifícios que nele se realizam, conforme a lei. Pois, devido a necessidade e a dependência do Templo - é que os judeus não mais realizam seus sacrifícios. Aliás, não o fazem desde a destruição do mesmo templo (e de Jerusalém) por Tito, no ano 70 depois de Cristo.

Vemos que, embora a visão não mencione notadamente a edificação do Templo - mas claramente fica-se subentendido.

E o mais interessante nessa história é que existem sites judaicos afirmando que os judeus possuem toda a tecnologia e o poder p/ se retirem tais mesquitas, sem dano algum, e levá-las à Meca.
Também afirmam poder construir o Templo em 6 meses.

 

Assim sendo; que há de se haver um pacto para que a 70ª semana se estabeleça e seja iniciada, contabilizando-se seus 7 anos; e que 7 anos remontam-se a 2556 dias (pois há obrigatoriamente 1 ano bissexto dentro de um ciclo de 7 anos).
E, após o pacto de 7 anos (ou 2556 dias) haverá sacrifício contínuo mais abominação desoladora durante 2300 dias; então, serão 2300 dias de um total de 2556 dias de pacto.
Portanto há mais ou menos uns 260 dias (após o pacto) sem haver registro de sacrifício e sem haver abominação, pois não se registra na visão (ora, 260 dias perfazem 8 meses e meio).
Subentende-se que esses 8 meses e meio que não se mostraram (na visão) nem sacrifício contínuo nem abominação, é devido justamente serem preenchidos pela edificação do próprio templo judaico (quiçá com a conseqüente retirada, ou não, das mesquitas), lembrando ainda que o pacto é c/ muitos.

Porém, após o pacto; após a edificação do templo, e, após os sacrifícios perdurarem até a metade dos 7 anos, então o sacrifício e a oferta de manjares hão de cessarem, para se estabelecer a transgressão assoladora - e ela há de perdurar-se até o final da semana profética, por exatos 1290 dias. (Dan. 12:11)

Amém!

 

 

A purificação do santuário: como será ?

Primeiramente gostaria de transcrever o texto de Êxodo, o qual diz como (segundo a Lei) o santuário é purificado:

"Também cada dia prepararás um novilho por sacrifício pelo pecado para as expiações, e purificarás o altar, fazendo expiação sobre ele; e o ungirás para santificá-lo. 

Sete dias farás expiação pelo altar, e o santificarás; e o altar será santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo. Isto, pois, é o que oferecereis sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro cordeiro oferecerás à tarde. Com um cordeiro a décima parte de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite batido, e para libação a quarta parte de um him de vinho, 

E o outro cordeiro oferecerás à tarde, e com ele farás como com a oferta da manhã, e conforme à sua libação, por cheiro suave; oferta queimada é ao Senhor. Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali." Ex. 29:36-42

Também o livro aos Hebreus declara:

"E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão." (Heb.9:22) 

 

Então, como podemos notar acima, perante a lei, o santuário só é purificado e santificado com o sangue de sacrifícios (de cordeiros e bodes), ou seja, o próprio sacrifício contínuo realizado durante 7 dias, conforme vemos acima.

Porém, a visão das 2300 tardes e manhãs mostra esse sacrifício contínuo e a abominação desoladora se cumprido por 2300 tardes e manhãs, sendo que após o período (de 2300 dias) não mais se registra na visão qualquer sacrifício contínuo (após as 2300 tardes e manhãs), porém há a purificação do santuário.

 

O que isso quer dizer ?

Ora, se a visão tanto do sacrifício quanto da abominação perdura-se por 2300 dias - e depois cessa-se; não mais havendo-os; isto demonstra pela própria visão (que é verdadeira) que o santuário deverá ser purificado, porém de uma outra maneira, e não conforme a lei de Moisés (pois o santuário é purificado sem se registrar sacrifício contínuo algum) após as 2300 tardes e manhãs.

 

 

O que isso nos ensina?

Bom, se a visão de Daniel 8:13-14 mostra primeiramente a prática do sacrifício contínuo; para, depois mostrar a abominação desoladora (a substituí-lo), e não mais se registra na visão sacrifício contínuo, após cessar da abominação, a término de 2300 tardes e manhãs; mas mostra-se a purificação do santuário.

Logicamente que há de se ter um OUTRO evento que propiciará a purificação do santuário (após as 2300 tardes, dentre as quais, 1290 dias serão só de abominação - Dan. 12:11) cessando-a.

Ora, a purificação do santuário não há de ser, pois, através do sangue de bodes e cordeiros espargidos pelo santuário (como dita a lei).

Isso é devido ao Novo Testamento de Cristo; pois a PURIFICAÇÃO é ESPIRITUAL - a saber: é a Volta de Cristo Jesus, o Senhor! Amém!

Ainda mais que, embora a abominação cesse no Templo e em Jerusalém, tal feito se dará devido ao término (o expirar) da 70ª semana - o que fará com que o lugar santo (santuário) de imediato, perca o seu valor sagrado; pois imediatamente a término da 70ª semana determinada sobre Jerusalém, finda-se também o santuário c/ toda a sua relevância e santidade - e não, porque o anticristo ainda não detenha o todo o controle sobre o mesmo santuário, sobre os mesmos judeus, sobre Jerusalém e também sobre o mundo.

Porque o anticristo prevalece com total domínio e poder sobre toda a terra, sobre o mundo, inclusive o templo e Jerusalém, até se complete a contagem do tempo a 1335 dias (após ter sido tirado o contínuo sacrifício, por ele); mas, ainda que assim se seja, a abominação desoladora cessa-se de imediato (ao fim de 1290 dias, depois de estabelecida) devido a exatamente ser expirada a 70ª semana profética ! - porque a abominação cessa-se imediatamente junto à 70ª semana profética.

E até mesmo no decorrer das 7 salvas da ira de Deus - as quais se derramarão sobre a terra pelo espaço de 45 dias (Daniel 12:11-12) o anticristo ainda deterá total controle mundial; e só será derrotado junto a besta, em Israel, após reunirem os reis da terra e seus exércitos no local que em hebreu, se chama Armagedom, para a batalha final do grande dia do Deus Todo-Poderoso. (Apc. 16:14 - Apc. 19:19-21)

 

E se, pelo decorrer das 70 semanas determinadas sobre Jerusalém e os judeus, a purificação do santuário só se poderia ocorrer (pela lei) através do sangue de ovelhas e cabras espargidos no interior do santuário (o denominado sacrifício contínuo), porque durante as 70 semanas a lei vigora e santifica o templo e Jerusalém.

A término destas, c/ o respectivo término da 70ª semana (e conseqüentemente das 2300 tardes e manhãs de sacrifício contínuo e de transgressão assoladora) o SANTUÁRIO será purificado por Àquele que purifica todas as coisas, a saber: Cristo Jesus, o Senhor, em Sua Vinda na consumação dos séculos. Amém! (Mat. 28:20)

O qual virá para: findar a 70ª e última semana, cessando de imediato (por Sua Vinda) a abominação desoladora, e buscando seus escolhidos dos quatro cantos, de uma a outra extremidade dos céus levando-os ás Bodas do Cordeiro. Amém!

 

 

Por que a purificação do Santuário é espiritual ?

- Porque a visão é verdadeira, e porque ela registra o sacrifício contínuo e a abominação desoladora unicamente por 2300 tardes e manhãs (Dan. 8:13-14); ou seja, não há sacrifício contínuo após as 2300 tardes e manhãs demarcados pela visão; após as quais, não há registro algum de abominação da desolação (porque termina-se após 1290 dias), e também não há registro algum de sacrifício contínuo (pois a visão só o revelou durante 2300 tardes e manhãs); mas há e haverá a purificação do santuário.

E se há a purificação do santuário (pois visão o revela) sem haver registro de sacrifício contínuo - é porque a purificação é ESPIRITUAL (ainda mais que não se faz qualquer menção da expulsão do anticristo ao interior do santuário, nem de sua perda total controle sobre o mesmo templo e o mundo).

 

Como entender isso?

Ora, tendo já sido cumpridas todas as coisas, e findado a vigência, o tempo limite (das 70 semanas) e sobretudo, da 70ª semana da profecia sobre Jerusalém - então:

Não mais há cidade santa;

não mais há mais lugar santo (templo);

não mais há valia alguma de qualquer sacrifício contínuo (semelhante ao ocorrido após a morte de Cristo no Calvário, quando o véu do santuário se rasgava de alto a baixo pela providência divina; quando, os sacrifícios de cordeiro (até então necessários, obrigatórios e instituídos pela lei) perdiam por completo, p/ a própria lei, toda a sua relevância/significância - passando, doravante, a serem, por isso mesmo, considerados mera obra de homens...

E por não mais haver cidade santa, lugar santo, e/ou sacrifício contínuo, tampouco há ou poderá haver qualquer profanação (ou abominação) de o lugar santo, porquanto a mesma semana profética acabou-se! extinguiu-se! EXPIROU-SE! desfez-se!

Ora, a 70ª Semana da profecia tem seu início e não terá seu fim ?

Certamente!

E assim como a (1ª semana) da profecia se iniciara através da ordem expressa de um rei persa p/ a restauração de Jerusalém, e isso a 450 anos a.C. (Ed. 1:1-3), findando-se (a 69ª semana da profecia) ao ser cortado o Messias - na sua morte.

Assim também, a 70ª semana que se iniciará (no minuto e segundo) imediato ao pacto que a inicia (entre o príncipe que há de vir e Israel); terminar-se-á EXATAMENTE no último dia desta 70ª semana (em seu último minuto e segundo), no qual dia (e minuto e segundo) - se ocorrerá a ressurreição dos justos (e o arrebatamento dos santos) ante à vinda do Messias (com Poder e Grande Glória); é a unção do Santo dos santos (Dan. 9:24 - Apc. 10:7)

Tornando-se (pela Sua Vinda) puras todas as coisas, inclusive o santuário; consumando o fim dos séculos.  Amém! (Mat. 28:20)

 

A volta do Senhor, quando se dará ?

A palavra de Deus diz que a volta de Cristo se dará no último dia:

"E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia." (Jo. 6:39)
"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia." (Jo. 6:54)

Também diz que será na última trombeta, porquanto a ressurreição se dará ao toque da mesma:

"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." (I Cor. 15:51-52 - Apc. 11:15-19)
 

E por fim, há de ser na última semana, pois é quando se dará a consumação dos séculos - Mat. 28:20.

 

Então, vejamos quando ocorre a ressurreição: 

Sabemos que será no "Último dia". (Jo. 6:40)

Sabemos que há a "Última semana". 

Sabemos também que é na "Última trombeta".(I Cor. 15:51-52)

 

Então temos assim a ressurreição:

na - Última Semana!

no - Último Dia!

na - Última Trombeta!

Amém!

 

Gráfico da 70ª semana c/ as 2300 tardes e manhãs:

 

     (1) - O pacto inicia os 7 anos da 70ª semana.

(2) - Os judeus edificam o templo em Jerusalém num período aproximado de 8 meses e meio (± 268 dias)

(3) - A obra do templo é concluída.

(4) - Na conclusão do templo se inicia o sacrifício contínuo - e a contagem das 2300 tardes e manhãs

(5) - Na metade dos 7 anos, o pacto é quebrado e o sacrifício contínuo é tirado

(6) - O anticristo estabelece a abominação desoladora no lugar santo (templo) por 1290 dias.

 

Última atualização 13/08/2017.

 

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